O que acontece durante o procedimento de amigdalectomia
Postado em: 17/11/2025

As dores de garganta voltam sempre. São episódios de febre, dor forte para engolir e faltas na escola ou no trabalho que se repetem várias vezes durante o ano. Em algum momento, o otorrinolaringologista fala em retirar as amígdalas, e a cabeça enche de perguntas sobre o que exatamente acontece na sala de cirurgia.
A amigdalectomia remove as amígdalas por dentro da boca, sem cortes externos, com o paciente sob anestesia geral.
Ela entra em cena quando as amígdalas viram foco de infecção que se repete ou crescem a ponto de atrapalhar a respiração e o sono, não como primeiro recurso.
No Hospital Ruben Berta, em Indianópolis, zona sul de São Paulo, essa decisão parte de uma avaliação com o otorrinolaringologista, e a cirurgia acontece na estrutura da própria casa.
Quando a amigdalectomia é indicada
A amigdalectomia costuma ser considerada em dois cenários: amigdalites que se repetem muitas vezes ao ano, com febre e dor intensa, e amígdalas aumentadas que fecham a passagem do ar e prejudicam o sono. A indicação parte da avaliação do otorrinolaringologista, não do incômodo isolado de uma crise.
No primeiro cenário, o que pesa é a frequência. Quando as crises de amigdalite se repetem ao longo do ano, com afastamento da rotina e uso seguido de antibiótico, o médico avalia se retirar o foco de infecção faz mais sentido do que tratar cada episódio. A conta não é de uma crise, e sim de um padrão que se mantém.
No segundo, o problema é o tamanho. Amígdalas muito aumentadas podem estreitar a garganta, dificultar a respiração e provocar ronco e pausas no sono, sobretudo em crianças. Nesses casos, a cirurgia mira devolver a passagem do ar, e a avaliação leva em conta o quanto o sono e o dia a dia estão comprometidos.
Em crianças, é comum que as adenoides estejam aumentadas junto das amígdalas. Quando isso acontece, o otorrinolaringologista pode indicar a amigdalectomia com adenoidectomia, resolvendo as duas estruturas no mesmo procedimento. Essa é uma decisão do cirurgião diante do exame, caso a caso.
O que acontece durante a cirurgia
Na sala de cirurgia, o paciente recebe anestesia geral e dorme durante todo o procedimento. O cirurgião acessa as amígdalas pela boca, sem nenhum corte externo, e as remove com instrumentos próprios que ajudam a controlar o sangramento. A cirurgia costuma durar entre trinta e sessenta minutos, conforme o caso.
Do ponto de vista de quem opera, a experiência é direta: a pessoa adormece com a anestesia e desperta na sala de recuperação, em geral com dor de garganta e a sensação de ter dormido. Não há cicatriz no rosto nem no pescoço, porque todo o acesso é feito por dentro da boca.
A técnica exata de remoção pode variar de acordo com o caso e com a decisão do cirurgião. Quando há indicação de retirar também as adenoides, isso é feito no mesmo tempo cirúrgico, sem prolongar demais o procedimento.
A permanência no hospital costuma ser curta, com frequência de um dia, e o retorno para casa depende da liberação da equipe.
Como é a recuperação da amigdalectomia
A dor de garganta nos primeiros dias é esperada e faz parte da cicatrização. Ela é controlada com os medicamentos prescritos pelo médico, e a alimentação mais leve e fria ajuda no conforto.
O tempo de recuperação varia de pessoa para pessoa, e quem define o retorno à rotina é o otorrinolaringologista, no acompanhamento.
Nos dias seguintes, valem a hidratação, o repouso e evitar esforço físico. A garganta passa por uma fase de cicatrização em que pode haver desconforto ao engolir, e a orientação da equipe ajuda a atravessar esse período com mais tranquilidade.
O sangramento é o principal ponto de atenção do pós-operatório. Ele é raro, mas pode aparecer nos primeiros dias, e é justamente por isso que a orientação sobre os sinais que pedem contato imediato com o médico faz parte da alta. Ter retaguarda hospitalar disponível a qualquer hora traz segurança nesse intervalo.
Como o Hospital Ruben Berta conduz a amigdalectomia
No Hospital Ruben Berta, a amigdalectomia começa na avaliação com o otorrinolaringologista, dentro da rotina da otorrinolaringologia, especialidade que a casa concentra há mais de 30 anos em Indianópolis, zona sul de São Paulo.
É nessa conversa que o médico confirma a indicação e explica o que esperar do procedimento e da recuperação.
A cirurgia é realizada no centro cirúrgico próprio, com a anestesia acompanhada por equipe e os instrumentais processados na central de material estéril.
Como a amigdalectomia tem no sangramento o seu principal cuidado, contar com um hospital que funciona 24 horas, com pronto-socorro de otorrinolaringologia e UTI de retaguarda, é o tipo de estrutura que dá suporte a qualquer intercorrência no mesmo endereço.
Depois da cirurgia, o paciente fica com uma equipe de enfermagem própria, que acompanha pelo nome, em quartos reformados e ambiente familiar.
Esse acolhimento pesa ainda mais quando quem opera é uma criança e os pais estão por perto. O retorno serve para conferir a cicatrização e orientar os cuidados que faltam.
O hospital atende convênio e particular, entre eles Bradesco Saúde, Amil, SulAmérica, Porto Seguro e Notre Dame Intermédica, dentro do cuidado que resume a casa há mais de três décadas: tratar a pessoa, não apenas a doença.
Perguntas frequentes
A amigdalectomia é só para crianças?
Não. A cirurgia é indicada para crianças e adultos, e o que define não é a idade, e sim os sintomas. Adultos com amigdalites de repetição ou com amígdalas aumentadas que atrapalham o sono também podem ter indicação. É o otorrinolaringologista quem avalia cada caso e decide se a retirada faz sentido.
A cirurgia acaba com as dores de garganta para sempre?
Ela retira o foco de infecção que estava nas amígdalas, o que costuma reduzir bastante as crises. Isso não quer dizer nunca mais sentir dor de garganta, porque a garganta pode inflamar por outras causas. O otorrinolaringologista avalia o quadro antes de dizer o que esperar no seu caso.
Quanto tempo de internação a cirurgia exige?
A permanência costuma ser curta, com frequência de apenas um dia. O tempo exato depende de como o paciente responde à anestesia e à cirurgia, e a liberação é decidida pela equipe médica. A orientação de cuidados para casa é entregue na alta.
Avaliação para amigdalectomia no Hospital Ruben Berta
O Hospital Ruben Berta atua há mais de 30 anos em otorrinolaringologia e cabeça e pescoço, em Indianópolis, São Paulo, com centro cirúrgico próprio, atendimento 24 horas e UTI de retaguarda.
Se as dores de garganta se repetem ou o sono anda prejudicado, agende uma avaliação com o otorrinolaringologista.
Responsável técnico: Dr. Domenico Seabra Modesto, CRM-SP 199423, RQE 113468
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta com o otorrinolaringologista.