Como saber quando a cirurgia para sinusite é necessária
Postado em: 24/11/2025

É a pressão no rosto que não passa, o nariz sempre entupido, a secreção espessa e aquela sequência de tratamentos que aliviam por um tempo e depois a sinusite retorna.
Depois de rodadas de medicamento e lavagem que não seguram o problema, aparece a pergunta que assusta: será que agora é caso de cirurgia?
A cirurgia para sinusite não é o primeiro passo. Ela entra quando o tratamento clínico bem conduzido não resolve, quando há pólipos obstruindo os seios da face ou quando surge uma complicação.
No Hospital Ruben Berta, em Indianópolis, zona sul de São Paulo, essa resposta não vem só do sintoma: o otorrinolaringologista confirma com endoscopia nasal e tomografia antes de indicar qualquer operação.
Por que a sinusite crônica insiste em voltar
A sinusite é a inflamação dos seios da face, as cavidades que ficam ao redor do nariz e drenam o muco. Ela vira crônica quando os sintomas passam de algumas semanas ou voltam sempre. Quando o muco não drena direito, os seios inflamam, e vêm a dor e a pressão no rosto, o nariz entupido e a secreção que não cede.
Parte da explicação para essa insistência está na estrutura do nariz. Desvio de septo, cornetos aumentados e pólipos nasais atrapalham a drenagem e criam o ambiente para a infecção voltar. Enquanto o obstáculo continua ali, o tratamento clínico segura a crise, mas o problema tende a reaparecer.
Por isso a sinusite crônica costuma ser tratada primeiro por dentro, com medicamentos e lavagem nasal conduzidos pelo otorrinolaringologista. A cirurgia entra na conversa quando esse caminho, feito de forma correta, não é suficiente para manter os seios livres.
Quando a cirurgia para sinusite é necessária?
A cirurgia é considerada quando o tratamento clínico bem conduzido não resolve, quando há pólipos ou cistos bloqueando os seios da face, ou quando aparece uma complicação. Não é a primeira opção nem uma regra automática, e a indicação parte da avaliação do otorrinolaringologista diante do exame e do histórico.
Alguns sinais costumam pesar na hora de considerar a operação:
- Sinusite crônica que não melhora com medicamentos e lavagem nasal bem feitos.
- Pólipos ou cistos que obstruem a drenagem dos seios da face.
- Infecções de repetição que voltam assim que o tratamento termina.
- Complicações mais sérias, como abscessos ou infecção que ameaça áreas próximas.
Um ponto importante é procurar a causa por trás das crises. Quando há um desvio de septo ou cornetos muito aumentados fechando o caminho, tratar só a inflamação deixa o obstáculo de pé.
Em casos assim, o cirurgião pode planejar a sinusectomia junto de uma septoplastia ou de um procedimento nos cornetos, para desobstruir de fato a passagem do ar.
Como o otorrino avalia se é hora de operar
A decisão de operar não sai de um sintoma isolado. O otorrinolaringologista examina o nariz com endoscopia nasal e pede uma tomografia dos seios da face, exames feitos na estrutura de diagnóstico do próprio hospital. Juntos, eles mostram o que está bloqueando a drenagem e onde.
A endoscopia enxerga por dentro do nariz o que o olho não alcança, como pólipos e pontos de inflamação. A tomografia mapeia os seios da face e revela obstruções e alterações estruturais, e ainda ajuda o cirurgião a planejar por onde acessar cada seio antes da operação. Esse retrato, somado ao histórico e à resposta ao tratamento clínico, é o que sustenta a indicação da cirurgia.
É uma leitura de conjunto, não uma promessa. O objetivo é entender se a operação tende a resolver o que o tratamento clínico não resolveu, com expectativa realista sobre o que muda depois. Quem faz essa avaliação e decide o caminho é sempre o otorrinolaringologista.
Como é a cirurgia e como o Hospital Ruben Berta conduz o caso
A sinusectomia costuma ser feita por endoscopia nasal, ou seja, por dentro do nariz, sem cortes externos. Com o endoscópio, o cirurgião remove o tecido inflamado e os pólipos e amplia a abertura dos seios para melhorar a drenagem. É um procedimento que dura em média de uma a duas horas, em geral sob anestesia geral.
No Hospital Ruben Berta, a cirurgia acontece no centro cirúrgico próprio, com os instrumentais processados na central de material estéril reformulada em 2020.
A casa concentra há mais de 30 anos a otorrinolaringologia em Indianópolis, funciona 24 horas e mantém pronto-socorro de otorrinolaringologia e UTI de retaguarda para qualquer intercorrência.
Quando o exame mostra que o septo ou os cornetos também atrapalham a drenagem, o cirurgião pode corrigir tudo na mesma cirurgia, evitando voltar à sala por um problema que já estava ali. É a estrutura completa no mesmo endereço que permite planejar o caso sem fatiar o tratamento.
No pós-operatório, a lavagem nasal com soro fisiológico e os medicamentos prescritos ajudam na cicatrização, e o esforço físico costuma ser evitado nas primeiras semanas. O tempo de recuperação varia de pessoa para pessoa, e quem define o retorno à rotina é o médico.
O acompanhamento é feito por uma equipe de enfermagem que trata o paciente pelo nome, em quartos reformados, dentro do jeito da casa: tratar a pessoa, não apenas a doença. O hospital atende convênio e particular.
Perguntas frequentes
Toda sinusite crônica precisa de cirurgia?
Não. A maior parte dos casos melhora com tratamento clínico bem conduzido, feito de medicamentos e lavagem nasal. A cirurgia fica reservada para quem não responde a esse tratamento, tem pólipos obstruindo os seios ou apresenta complicação. É o otorrinolaringologista quem avalia se a operação é o caminho.
A cirurgia de sinusite deixa cicatriz no rosto?
Não. A sinusectomia é feita por endoscopia, por dentro do nariz, sem cortes externos. O acesso é todo pela via nasal, então não fica cicatriz aparente na face. Os detalhes da técnica dependem do caso e são decididos pelo cirurgião durante a avaliação.
A sinusite pode voltar depois da cirurgia?
Pode, sobretudo quando a causa de base, como alergia ou tendência a formar pólipos, segue ativa. A cirurgia melhora a drenagem e alivia os sintomas, mas não assegura que a sinusite nunca mais volte. Por isso o acompanhamento com o otorrinolaringologista e a lavagem nasal continuam importantes depois da operação.
Avaliação da sinusite no Hospital Ruben Berta
O Hospital Ruben Berta atua há mais de 30 anos em otorrinolaringologia e cabeça e pescoço, em Indianópolis, São Paulo, com centro cirúrgico próprio, atendimento 24 horas e UTI de retaguarda. Se a sinusite não dá trégua mesmo com tratamento, agende uma avaliação com o otorrinolaringologista.
Responsável técnico: Dr. Domenico Seabra Modesto, CRM-SP 199423, RQE 113468
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta com o otorrinolaringologista.